O presidente do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre, Paulo Guimarães, explicou hoje (31/10), na Tribuna Popular da Câmara Municipal, como foi construído o Plano Municipal de Cultura. Guimarães pediu ao prefeito que envie o projeto que institui o plano o mais breve possível para análise do Legislativo, "para que os vereadores possam aprová-lo ainda em 2013". Segundo Guimarães, "o plano é mais uma prova do pioneirismo de Porto Alegre na área cultural, pioneirismo iniciado em 1976, com a criação do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural (Comphac)."
Ao avaliar o trabalho que resultou no Plano de Cultura, Guimarães
observou que a proposta é resultado de 18 anos de discussões entre os
operadores da cultura na cidade. Conforme ele, após oito conferências
municipais de cultura, realizadas bienalmente desde 1995, chegou-se ao
plano que foi entregue ao prefeito no último dia 18 de outubro. "Nenhuma
cidade realizou trabalho de forma tão democrática. É um processo que
vai intensificar a atividade cultural na cidade."
Em um histórico da cultura na cidade, o presidente do CMC relembrou
outros fatos marcantes na área cultural, como a criação da Secretaria
Municipal de Cultura (SMC), em 1988, a criação, em 1991, do centro
cultural Usina do Gasômetro - "o mais visitado do Estado" - , e a
realização da primeira conferência municipal de cultura, em 1995. Porto
Alegre possui hoje cinco fundos de cultura, acrescentou Guimarães, além
de 60 equipamentos e espaços culturais.
Texto: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)