Postagem em destaque

QUÓRUM DO CMC PASSOU PARA 12 EM REUNIÃO DE 21/03/2001

No nosso regimento inicialmente o quórum era 17 conselheiros, muito alto, sendo praticamente um motivo usado para impedir o funcionamento d...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

SECRETÁRIO ROQUE QUANDO O PLANO IRÁ PARA A CÂMARA ?

PREZADO SECRETÁRIO

Solicitamos informações, de quando o plano municipal de cultura será devolvido ao conselho para que este possa verificar a minuta da lei e posteriormente de imediato ser enviado à Câmara de Vereadores pela SMC ou Executivo.
Conforme informação de viva voz do Secretário Adjunto Vinicius Cáurio, na reunião no conselho do dia 21/11/13 o plano já tinha retornado do Prefeito, para a Secretaria,mas até agora não temos noticia sobre o término da tal minuta.
O CMCPOA, representando a sociedade de Porto Alegre solicita maior urgência nessa etapa, pois o ano está acabando e  o plano não foi encaminhado para a Câmara.

 Guimarães Presidente  Conselho Municipal de Cultura
F: 3026.6777 / 9987.5880
Twitter Guimarães:http://twitter.com/notas_guimaraes
https://www.facebook.com/Paulorobertoguimaraes
Blog Conselho POA:http://cmcpoa.blogspot.com

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

CONSELHO DE CULTURA PRORROGA SEU MANDATO POR 6 MESES A PEDIDO DA SMC

Em reunião extraordinária, especialmente marcada para esse fim, realizada ontem dia 21/11/13, às 19 horas na sala José Lutzemberger da Assembleia Legislativa-4º andar, o CMCPOA  prorrogou o seu mandato , que terminaria em 30 de novembro de 2013 por mais 6 meses até o dia 30 de maio de 2014.
             A razão da prorrogação foi o  pedido da SMC  para que o CMCPOA prorrogasse o seu mandato para que este conselho pudesse examinar e aprovar ou não uma proposta de redução do número de componentes do conselho de cultura, a SMC pretende com a sua proposta se aprovada pelo conselho e posteriormente pela Câmara de Vereadores enxugar o número de participantes do conselho, atualmente em 37.
         Já foi marcado a próxima reunião para o dia 12 de dezembro onde começara o estudo da proposta.
         A reunião teve a presença de 21 conselheiros titulares, mais um suplente, 4 visitantes além das presenças dos Secretários Roque Jacoby e Vinicius Cáurio,  que foram apresentar a proposta.
Guimarães Presidente  Conselho Municipal de Cultura 

              

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CONSELHO PEDE PARA O PREFEITO ENVIAR O PLANO DE CULTURA PARA A CÂMARA

MOBILIZAÇÃO PARA ENVIO DO PLANO DE CULTURA DE PORTO ALEGRE PARA À CÂMARA:

Depois da entrega do Plano de Cultura dia 18 de outubro de 2013 para o Prefeito Fortunati é chegada a hora do envio para a Câmara dos Vereadores. Deixe um recado no blog do Prefeito. http://fortunati.com.br/contato/

A Cultura de Porto Alegre agradece!!!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Discurso Tribuna Popular CMCPOA - 31/10 - Câmara de

Boa tarde à todas e todos, saudamos à todos os presentes, em especial o Presidente da Câmara, Vereador DR. THIAGO DUARTE, bem como todos os vereadores e autoridades presentes.
É com muita alegria, que viemos aqui para trazer boa noticia, o PLANO MUNICIPAL DE CULTURA FOI ENTREGUE AO PREFEITO FORTUNATI NO DIA 18/10/2013, E AGORA IREMOS CONTAR COMO ELE FOI FEITO:
O PIONERISMO DE PORTO ALEGRE;
Foi  nos anos 70 também que se institucionaliza de maneira mais ampla o pioneirismo de nossa cidade na  cultura com  a proteção ao patrimônio edificado por parte do poder público. Primeiro, com a criação do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural - COMPAHC (Lei 4.139/76); a seguir, pela declaração de 47 bens imóveis como de "valor histórico e cultural e de expressiva tradição para Porto Alegre, para fins de futuro tombamento e declaração de utilidade pública" (Lei 4.317/77); pela criação do Fundo Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural - FUMPAHC (Lei 4.349/77), com o propósito de "prestar apoio financeiro aos projetos, serviços ou obras atinentes à recuperação ou preservação do patrimônio histórico e cultural da Cidade"; e finalmente pela promulgação da primeira lei de tombamento municipal (Lei 4.665/79). Naquele período a cidade posicionava-se de maneira pioneira no tema, considerando-se que segundo o IBGE pouco mais de uma dezena de municípios (0,21%) dispunham de alguma legislação de proteção ao patrimônio ao final da década de 1970.
Estava, pois, amadurecida a possibilidade de criação de uma Secretaria de Cultura específica, desmembrada da Secretaria de Educação e Cultura, o que ocorreu, efetivamente, através da Lei 6.099/88, que simultaneamente criava o Fundo Pró-Cultura (FUNCULTURA), com a finalidade de "prestar apoio financeiro, em caráter suplementar, aos projetos, obras e serviços necessários à criação, à recuperação e à conservação de equipamentos culturais da SMC". Naquele momento, no país, segundo o IBGE, somente 0,13% dos municípios contavam com fundos de cultura. Ainda em 2006, segundo a mesma fonte, apenas 40% dos municípios com mais de 500 mil habitantes dispunham de órgão gestor exclusivo para a cultura.
Porto Alegre teve um papel destacado, não apenas pela participação de seus cidadãos na elaboração do PNC, mas pelo pioneirismo na instituição de mecanismos de participação social no governo do Município, inclusive no campo da cultura. Um momento crucial nesta trajetória foi a criação do Orçamento Participativo (OP), em 1989. Ao receber a chancela da ONU e do Banco Mundial, a experiência do OP trouxe notoriedade internacional ao Município, servindo de exemplo a outras cidades no Brasil, como Belém e Belo Horizonte, e no mundo, como Montevidéu e Barcelona.
Em 1991, a SMC entrega ao público a Usina do Gasômetro, centro cultural mais visitado do Estado, que hoje abriga diversas salas de exposição e oferece residência para grupos teatrais e musicais, os quais ministram oficinas e apresentam espetáculos; além do Teatro Elis Regina, em construção. Há mais de uma década a Usina abriga também a Sala de Cinema P. F. Gastal.
Em 1993, é a vez do FUMPROARTE - Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural, num momento em que apenas 0,59 % dos municípios brasileiros contavam com fundos de cultura. Além do relativo pioneirismo que levou outros municípios a se inspirarem na criação de seus próprios fundos de fomento, o FUMPROARTE incorporava desde sua criação a participação da comunidade, que elege dois terços da comissão encarregada de selecionar os projetos que serão financiados pelo Município. Em 2006, segundo a MUNIC/IBGE, dentre os 5,1% de municípios que contavam com fundos, somente um terço contava com participação da sociedade civil na gestão desse mecanismo. É um dos motivos que explica o destaque recebido pelo FUMPROARTE em diversos prêmios nacionais.

Alguns anos mais tarde, em dezembro de 1995, Porto Alegre realizaria sua primeira Conferência Municipal da Cultura (I CMC), com a participação de 73 entidades, 197 delegados e cerca de 200 observadores. Ainda que não se cogitasse, naquele momento, a formulação de um plano, mas apenas, de forma mais modesta, "debater os rumos da vida cultural na cidade", a I CMC produziu um documento com 157 propostas, entre as quais é possível destacar: "Maior integração entre os órgãos municipais que atuam na cultura" (eixo "Política cultural, descentralização e democratização"); "Aumento de recursos orçamentários para ação direta do Município e para os fundos já existentes" (eixo "Financiamento e distribuição da produção cultural"); "Criação do Conselho Municipal de Cultura" (eixo "Formas de representação"), além de diversas propostas relacionadas à proteção do patrimônio histórico (eixo "Cultura e desenvolvimento urbano").
Uma das consequências imediatas da I CMC foi a criação do Conselho Municipal de Cultura (CMC), em janeiro de 1997, instituição presente à época em não mais de duzentos municípios brasileiros, segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) do IBGE. Quase uma década mais tarde, apenas um em cada quatro conselhos municipais de cultura apresentava, em sua composição, maioria da sociedade civil, segundo a mesma pesquisa. A mesma Lei Complementar 399/97, que criou o CMC, instituiu o Sistema Municipal de Cultura, englobando, além daquele, o Conselho Municipal do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural (COMPAHC), as Secretarias Municipais de Cultura e Educação e a Fundação de Educação Social e Comunitária (atual FASC).
Desde então, a CMC vem se realizando periodicamente até os dias atuais, contribuindo para consolidar o diálogo entre gestores e comunidade, como instrumento essencial de planejamento. Esse diálogo, ao longo das últimas décadas, não se resumiu às nove conferências bienais: no OP, criou-se uma plenária temática exclusiva para a cultura, e comissões de cultura nas diversas regiões da cidade; entidades de classe surgiram, organizando a representação da sociedade civil; outros fóruns sucederam-se, propondo debates setoriais ou específicos.
Porto Alegre notabilizou-se, ainda, pela realização, a partir de 2001, do Fórum Social Mundial, evento que reuniu lideranças da sociedade civil do mundo todo, em contraposição ao Fórum Econômico de Davos, sob o lema "Um outro mundo é possível". Paralelamente ao I FSM, a Prefeitura de Porto Alegre convocou o I Fórum de Autoridades Locais. Tendo surgido com muita força o tema da cultura nesta ocasião, decidiu-se realizar, no ano seguinte, a I Reunião Pública Mundial da Cultura, aberta também a representantes da sociedade. Este encontro aprovou uma proposição, a ser levada ao III Fórum de Autoridades Locais, no ano seguinte: uma Agenda 21 da Cultura, que a exemplo da Agenda 21 do Meio-Ambiente, estabelecesse diretrizes consensuais para políticas locais de cultura em favor do desenvolvimento e da diversidade. O documento, elaborado nos anos seguintes, foi aprovado em maio de 2004, durante o IV Fórum de Autoridades Locais, realizado em Barcelona, na abertura do Fórum Universal das Culturas. Atualmente, é endossado por mais de 200 cidades dos cinco continentes.

Em 1997, o Conselho Municipal de Cultura, foi criado pela Lei Complementar nº 399, de 14 de janeiro de 1997, a mesma que institui a convocação para a conferência municipal de cultura. O conselho é instituído com funções deliberativas, normativas, fiscalizadoras e consultivas das políticas e matérias públicas de cultura. Na mesma lei nº399/97, anexa o Decreto nº 11.738 que regulamenta e instituiu o Sistema Municipal de Cultura e oficializa a Conferência Municipal de Cultura. Esta deliberação modificou o cenário de gestão de políticas públicas de cultura da cidade garantindo com o Sistema Municipal de Cultura, a integração entre os órgãos que trabalham com a cultura em Porto Alegre.

A construção coletiva e colaborativa deste Plano Municipal de Cultura, tendo como referência principal os resultados das  nove conferências, dá continuidade a esse processo.
FUNDOS DE CULTURA  EXISTENTES EM PORTO ALEGRE:

FUNDOS DE FOMENTO À CULTURA

FUMPAHC - Fundo Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural

Sancionado pela Lei 4.349/77, foi o primeiro fundo de cultura a ser criado na cidade. Tem o propósito de prestar apoio financeiro aos projetos, serviços ou obras atinentes à recuperação ou preservação do patrimônio histórico e cultural da Cidade.

FUNCULTURA - Fundo Pró-Cultura

Sancionado pela Lei 6.099/88, a mesma que cria a SMC, o Funcultura tem como finalidade a prestação de apoio financeiro, em caráter suplementar, aos projetos, obras e serviços necessários à criação, à recuperação e à conservação de equipamentos culturais da SMC
 FUMPROARTE - Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural
Sancionado pela lei 7328/93, presta apoio financeiro a projetos artístico-culturais, selecionados mediante concursos públicos anuais. Seus recursos são provenientes da dotação orçamentária própria, representada, no mínimo, por um valor equivalente ao montante anualmente destinado ao FUNCULTURA;

FUMPOA - Fundo Monumenta Porto Alegre

Criado pela Lei 8.936/02, destina-se à aplicação de recursos em ações de conservação de bens submetidos à intervenção do Programa Monumenta em Porto Alegre, especialmente no Centro Histórico, estendendo-se eventualmente a outros locais de interesse cultural.

Fundo de Fomento ao Trabalho Continuado em Artes Cênicas

Instituído pela Lei 10.742/2009, destina-se a apoiar grupos estáveis de teatro, dança e circo. É gerido pela Coordenação de Artes Cênicas da SMC, operando através de concursos públicos anuais.
ALGUNS CONSIDERAÇÕES SOBRE PORTO ALEGRE:

- ESTRUTURA CULTURAL PÚBLICA: Porto Alegre nunca teve um mapeamento de sua estrutura cultural e hoje podemos ter noção que a cidade tem mais de 60 equipamentos e espaços culturais instituídos e que englobam estruturas públicas da Prefeitura e que reconhecidas pelos citadinos, possibilitarão uma gestão transversal e um movimento de descentralização da cultura no cerne da cidade. Existem variados equipamentos como galerias, teatros, centros culturais, museus, estúdios, ginásios, entre outros, além de espaços para uso cultural como mais de 600 praças e 20 parques distribuídos em toda a cidade e que ainda não são explorados culturalmente.
- CULTURA E EDUCAÇÃO: Outro ponto importante é o uso da rede escolar municipal de educação, que hoje está concentrada em mais de 70 escolas entre educação infantil, fundamental, ensino médio, especial e EJA. São espaços culturais por primazia é onde ocorre as trocas de valores e de vivência para a formação do indivíduo. É de extrema importância pensarmos em  políticas públicas com foco na simbiose e sinergia da cultura e educação, sem mais separá-las,  porque "educação sem cultura é somente informação"   
- INFORMAÇÃO CULTURAL: a coleta de dados e sua análise, bem como o acesso à informação cultural é de extrema importância para mantermos dinâmica a gestão da cultura da cidade, assim sabermos nossa direção. Informações culturais devem ser analisadas e comunicadas e amplamente regularmente para a sociedade. 
- PRESERVAÇÃO E SALVAGUARDA DO PATRIMÔNIO CULTURAL: o patrimônio aqui exposto é o patrimônio material e imaterial. Ações para o patrimônio material são mais frequentes pela gestão pública, como por exemplo o Projeto Monumenta, mas também é necessário darmos atenção urgente para a salvaguarda do patrimônio imaterial que é o DNA da cultura popular, são nossos saberes e fazeres oriundos, principalmente dos povos originários e tradicionais do país, como os índios e os negros. Estes sofrem mais pela falta de séculos de reconhecimento. É importante se ter uma preocupação em produção de inventários para que estas vivências não sejam em vão. 
- ACESSO À CULTURA POR MEIO DA MOBILIDADE URBANA E REDUZIDA INCLUSÃO CULTURAL: de inúmeros públicos que hoje nacionalmente já são resguardados por políticas sociais e legislações, mas ainda efetivamente não são lembrados como PCDS, idosos, moradores de ruas entre outros. 
- FORMAÇÃO EM CULTURA: sem formação e capacitação em cultura não conseguimos atingir a qualidade em ações e elaboração de produtos e serviços na área. É importante um olhar sobre esta formação especializada para que seja possível uma maior uma estrutura qualificada. 


- Compreendemos que a estrutura atual da Secretaria de Cultura da cidade, não condiz com as diretrizes mundiais do pensamento da cultura como desenvolvimento sustentável de acordo com os princípios da UNESCO.

A CONSTRUÇÃO DO PLANO:
O PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE PORTO ALEGRE começou a nascer em 1995, com a realização da I Conferência Municipal de Cultura, após de 2 em 2 anos a cada conferência mais e mais demandas iam sendo incorporadas ao pensar da população sobre o planejamento da cultura em Porto Alegre, resultando chegar na 8ª Conferência a um número aproximado de 1.200 ações ou propostas demandadas pela população, que com o decorrer de cada conferência foram buriladas e  aperfeiçoadas.
Salientamos que na 8ª Conferência foi feita uma revisão completa pela plenária de  todas as proposições e demandas das conferências anteriores, sendo feito nas pré- conferências um trabalho junto com os coordenadores e a sociedade verificando item por item se tinham sido realizados ou não.
-Como não tínhamos dados para o diagnóstico, a pesquisa foi intensa, porque não tínhamos materiais únicos de referências sobre a cultura da cidade e a análise foi baseada em dados de variadas fontes. Foram aplicados questionários em todos os departamentos da Secretaria de Cultura e nas outras secretarias

O Conselho de Cultura realizou duas validações do texto  do plano, a primeira em 4 memoráveis reuniões, para fosse disponibilizado para toda a população.
Na 9ª Conferência novamente foi apresentado para a população, de forma democrática e participativa todas as proposições sistematizadas das oito conferências anteriores e através de grupos de trabalho em 7 audiências públicas na Câmara de Vereadores, novamente tudo foi minuciosamente debatido pela sociedade, sendo que ao mesmo tempo estava o texto disponível na internet para consulta pública.
A segunda validação aconteceu após a 9ª conferência, audiências públicas e consulta na internet, quando em duas reuniões o conselho validou o texto final do plano e após em uma reunião foi tirado de forma democrático as prioridades que na cultura.
Com esse trabalho todo temos certeza, que nenhuma cidade do Brasil realizou um trabalho de forma tão democrática para a realização de um plano de cultura, pois foi feito por 18 anos nas conferências e sempre recebendo colaborações de fóruns, comissões de cultura, segmentos, agora último recebeu contribuição do Fórum Temático Mundial para a Cultura, podendo Porto alegre se orgulhar como não poderia de ser por seu passado de democracia participativa da forma como foi construído o seu plano de cultura.
E finalmente no dia 18 de outubro de 2013 , numa sexta - feira o Plano Municipal de Cultura de Porto Alegre  foi entregue pela sociedade civil representada pelo CMCPOA,  para o Prefeito Fortunati.
- As diretrizes do PMC foram pensadas em torno de 7 eixos. São eles:
Eixo 1 -Gestão pública da cultura
Eixo 2 - Infraestrutura cultural
Eixo 3 - Patrimônio cultural
Eixo 4 - desenvolvimento sustentável
Eixo 5 - Acesso e diversidade cultural
Eixo 6 - Formação e pesquisa
Eixo 7 - Participação social

O documento é referência para a elaboração das políticas públicas de cultura do município até 2023. O plano de cultura abarca a plenitude da diversidade cultural da cidade e reforça o caráter democrático da participação popular. O plano foi a prioridade para o Conselho Municipal de Cultura neste últimos dois anos. "Entendemos que sem um documento norteador sobre a cultura da cidade, a sociedade não terá a oportunidade de conclamar a cultura como chave do desenvolvimento sustentável"
Na construção do Plano Municipal de Cultura de Porto Alegre, o CMC POA participou como protagonista trabalhando ativamente na sua elaboração desde maio de 2012 até o seu final. O texto final do plano foi validado no conselho – momento de grande orgulho para nós, conselheiros de cultura de Porto Alegre. Nosso trabalho foi desempenhado com a visão do importante papel de controle social para que o plano terminasse no menor prazo possível e pudesse garantir e abarcar toda a participação social na cultura de Porto Alegre, desde a primeira conferência de cultura em 1995 quando se iniciou definitivamente sua construção. Foram mais de mil resoluções analisadas e sistematizadas, oriundas das nove conferências municipais de cultura, que serviram de espinha dorsal para a constituição de tal documento referencial da cultura de Porto Alegre.
O resultado de todo esse trabalho não deveria deixar de ser grandioso, principalmente pela maneira participativa e democrática com que foi constituído, resultando num plano dos mais consistentes em conteúdo e participação popular do país. São 24 diretrizes, sete grandes eixos estratégicos, 48 prioridades e 361 ações.
COMPARATIVO ENTRE PLANOS:
No inicio das discussões do GT tivemos muitas discussões sobre qual modelo adotar, se um plano teórico com diretrizes, objetivos,etc, ou um plano realista , que contivesse realmente as propostas, ações que a nossa sociedade em Porto Alegre demandou nesses 18 anos de conferências, após muitas discussões venceu  a ideia de fazer um plano realista, que contivesse toda a riqueza em participação popular como a de Porto Alegre, e assim o plano foi feito e agora comparando o nosso plano com outras cidades que já realizaram, tais como Campo Grande em 2009, Caxias do Sul em 2011, Florianópolis agora em janeiro de 2013, Recife em 2008, SãoLuis em 2013 e Vitória em março de 2013, verificamos o acerto da nossa opção, pois todos aproveitaram a riqueza em participação popular , que cada cidade continha.
Comparando o nosso plano verificamos a sua robustez e a forma democrática especial como foi feita, pois não poderia de ser em uma cidade onde a participação popular e a democracia participativa é uma característica reconhecida pelo mundo todo, informamos ainda, que Porto alegre é a sexta capital a fazer o seu plano de cultura.

A gestão do CMC 2011/2013 se sente privilegiadamente honrosa por poder participar deste processo que vai intensificar a diversidade cultural da cidade. Com certeza foi o coroamento desta gestão que iniciou seus trabalhos no ano de 2009, após a reativação do conselho, ficando agora para as próximas gestões a importante tarefa de fazer valer a vontade da sociedade manifestada nesse plano.
Concluindo pedimos em nome da sociedade de `Porto Alegre, que o prefeito envie o mais breve possível o plano para a Câmara e que esta aprove o plano ainda em 2013.


CMC explica construção do Plano Municipal de Cultura

Foto: Elson Sempé Pedroso
Paulo Guimarães pediu que a prefeitura envie o projeto para a Câmara
Foto: Elson Sempé Pedroso




O presidente do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre, Paulo Guimarães, explicou hoje (31/10), na Tribuna Popular da Câmara Municipal, como foi construído o Plano Municipal de Cultura. Guimarães pediu ao prefeito que envie o projeto que institui o plano o mais breve possível para análise do Legislativo, "para que os vereadores possam aprová-lo ainda em 2013". Segundo Guimarães, "o plano é mais uma prova do pioneirismo de Porto Alegre na área cultural, pioneirismo iniciado em 1976, com a criação do Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural (Comphac)."
Ao avaliar o trabalho que resultou no Plano de Cultura, Guimarães observou que a proposta é resultado de 18 anos de discussões entre os operadores da cultura na cidade. Conforme ele, após oito conferências municipais de cultura, realizadas bienalmente desde 1995, chegou-se ao plano que foi entregue ao prefeito no último dia 18 de outubro. "Nenhuma cidade realizou trabalho de forma tão democrática. É um processo que vai intensificar a atividade cultural na cidade."
Em um histórico da cultura na cidade, o presidente do CMC relembrou outros fatos marcantes na área cultural, como a criação da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), em 1988, a criação, em 1991, do centro cultural Usina do Gasômetro - "o mais visitado do Estado" - , e a realização da primeira conferência municipal de cultura, em 1995. Porto Alegre possui hoje cinco fundos de cultura, acrescentou Guimarães, além de 60 equipamentos e espaços culturais. 
Texto: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CONVITE TRIBUNA POPULAR DO CMCPOA NO DIA 31/10/2013

O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE PORTO ALEGRE CONVIDA toda a população de Porto Alegre, para que juntamente com os conselheiros da cultura, compareçam no dia 31, às 14 horas no Plenário Otavio Rocha assistir a apresentação do Conselho de Cultura, que irá  informar aos Vereadores a forma como foi construído de forma o mais democrática possível  o PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE PORTO ALEGRE, entregue ao Prefeito Fortunati no dia 18/10/13.
Paulo Roberto Rossal Guimarães
Pres. Conselho de Cultura

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Porto Alegre lança Plano Municipal de Cultura que é Referência Nacional

DSC05569
Da esquerda para a direita: Secretário Municipal de Cultura de Porto Alegre, Sr. Roque Jacoby; Sra. Margarete Moraes, representando o Ministério da Cultura; Sr. Paulo Guimarães, Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre; Sra. Letícia de Cássia, Vice-Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre, Antonio Roberto Vigne – Cientista Político e Colunista Político.
Em entrevista exclusiva, no lançamento do Plano Municipal de Cultura de Porto Alegre, que foi lançado na Prefeitura de Porto Alegre, entrevistamos a Diretoria do Conselho Municipal de Cultura, grupo responsável pela formação e organização desta proposta.
JCV & JM-RS – Sra. Letícia de Cássia, Vice-Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre. É uma grande conquista para Porto Alegre este Plano? Foi muito trabalhoso para vocês chegarem a este ponto?
Letícia de Cássia – Então, chegamos aqui em quase dois anos de processo, para a elaboração deste plano e é uma conquista para a sociedade de Porto Alegre ter este documento referencial para as políticas públicas de cultura! É um momento histórico, por que é a primeira vez que isto acontece.
JCV & JM-RS – Desde a fundação de Porto Alegre, nós não termos um Plano de Cultura, justamente Porto Alegre, que transpira cultura?!
Letícia de Cássia – Não, é que a gente está em um momento muito especial no Brasil, da implementação do Plano Nacional de Cultura, então, na verdade a gente está junto! Porto Alegre vai ser a sétima capital a fazer o plano!
JCV & JM-RS – Sete cidades no Brasil que tem o Plano de Cultura?
Letícia de Cássia – Exato, então poucas começaram antes deste processo de implementação do Plano Nacional. Por que, com o Plano Nacional a gente instaura o Sistema Nacional de Cultura, os Sistemas Estaduais de Cultura e os Sistemas Municipais de Cultura. Só que é claro que Porto Alegre, sempre protagonista deste processo, teve o seu Sistema Municipal de Cultura, a criação do Conselho já em 1997. Mas mesmo assim, foi um documento que não tinha sido trabalhado, com a questão da implementação mesmo do Plano Nacional, dai veio a possibilidade da gente unificar todas estas informações, em torno quase de 18 anos de Processo, por que o Plano a espinha dorsal do Plano são as 9 Conferências de Cultura. Porto Alegre é a única que tem este número de Conferências!
JCV & JM-RS – Isto quer dizer que daqui para diante não vai ser um interesse político de um Partido ou de um Governo, especificamente, é um Projeto, é um Plano de Administração que vai ficar nas mãos do povo de Porto Alegre! É isto?
Letícia de Cássia – É exatamente, na verdade, o povo tem que dar continuidade a este processo! Ele tem que fazer o Controle Social.
JCV & JM-RS – O segredo é o Controle Social?
Letícia de Cássia – Vai ser o Controle Social, para que este Plano seja implementado na cidade. Sempre teve esta participação popular, a gente está falando destes nove anos de Conferência, é um Plano que toda a base dele é a Participação Popular Democrática!

DSC05567
JCV & JM-RS – Que maravilha, quer dizer então que é um avanço em todos os sentidos! Sentidos Sociais, sentidos políticos e inclusive, sentido cultural! Quer dizer, além das questões do Financiamento Cultural Municipal, que havia para a Cultura, agora existe um Planejamento estratégico social da cultura?
Letícia de Cássia – Exatamente! Um Plano que vá fazer esta orientação para a criação destas políticas públicas de cultura, feito pela sociedade civil.
JCV & JM-RS – E politicamente foi muito difícil chegar até aqui?
Letícia de Cássia – Com certeza! Foram quase dois anos de trabalho e o Conselho de Cultura foi o catalisador disto, por que, a gente incentivou que a Secretaria participasse do processo!
JCV & JM-RS – Mas as outras administrações já tinham esta intenção ou foi uma iniciativa desta administração?
Letícia de Cássia – Não, foi desta administração! O Conselho de Cultura, com esta gestão, já está na segunda gestão, então a nossa dedicação foi total, foi prioridade para o Plano. Por que não adiantava mais a gente pensar em ações, ações, ações e fazer cobranças de situações de demandas, que hoje Porto Alegre ainda vive destas demandas culturais. E isto fica complicado, por que a gente não tinha mais para onde desenvolver, então, com a elaboração deste documento é uma outra “guinada” que se dá, de fato, nas políticas públicas.
JCV & JM-RS – Parabéns por estas conquistas para Porto Alegre!
Letícia de Cássia – Obrigada, para todos nós, para o cidadão Porto Alegrense!

DSC05570
JCV & JM-RS – Em entrevista exclusiva com o Secretário Roque Jacoby, Secretário Municipal de Cultura de Porto Alegre, lançando junto com o Prefeito de Porto Alegre o Plano Municipal de Cultura. Foi muito difícil chegar até aqui Secretário?
Roque Jacoby – Dez anos de trabalho, que culminou agora com a última, com a nona Conferência de Cultura. É um trabalho exaustivo, méritos do Conselho Municipal de Cultura, da Comunidade Cultural.
JCV & JM-RS – É uma coisa de vários governos então?
Roque Jacoby – Exatamente! E, na verdade, é o coroamento, para Porto Alegre ser inserido dentro do contexto do Plano Nacional de Cultura. Porto Alegre é uma das raras e poucas cidades do Brasil que já estão agora com todos os itens preenchidos, para efetivamente fazerem parte do Sistema Nacional de Cultura, têm seu Conselho Municipal de Cultura. Tem Fundos de Cultura, assim como o FUNPROARTE e o FUNCULTURA, agora tem o Plano Municipal de Cultura, que dá então, uma condição especial a Porto Alegre para conviver, utilizar e aproveitar todos os recursos advindos do próprio Ministério da Cultura. Então eu acho que é um passo maravilhoso, é uma demonstração de muito civismo e ao mesmo tempo, de um trabalho organizado pela própria sociedade, pela própria linguagem cultural e o resultado agora poder-se-á ter na próxima década, por que é um plano que pretende então, sinalizar ações culturais para os próximos dez anos!
JCV & JM-RS – Então, se Porto Alegre já era um centro de referência da cultura no país, tanto que, as maiores peças, os maiores artistas, quando querem lançar algum livro, alguma peça, alguma coisa, vem primeiro para Porto Alegre para iniciar o trajeto nacional, agora então, se torna mais referência ainda. É isto?
Roque Jacoby – É, por que na realidade agora, legal e institucionalmente nós estamos habilitados, de acordo então, através desta entrega do Plano Municipal de Cultura a viver e cooparticipar de todo o orçamento do Ministério da Cultura, então é um requisito interessante, para antevermos uma exuberância cultural ainda maior no futuro aqui em Porto Alegre.
JCV & JM-RS – Meus parabéns, sucesso!
Roque Jacoby – Parabéns a comunidade cultural de Porto Alegre!
JCV & JM-RS – Com certeza!
Roque Jacoby – Obrigado!

Coletiva Geral com o Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati e demais autoridades no evento:
DSC05573
Roque Jacoby – Secretário Municipal de Cultura – Conseguimos, de maneira civilizada, de maneira sistemática e aqui eu quero fazer um agradecimento muito especial a todos os membros do Conselho Municipal de Cultura. Quero especialmente agradecer a Margarete Moraes, que tem sido uma grande parceira e na realidade este processo, Plano Municipal de Cultura, iniciou lá atrás, que teve então, contribuições constantes durante estes anos todos, então Prefeito, eu posso dizer que espero, que este Plano Municipal de Cultura represente um avanço para Porto Alegre!
DSC05577
Sr. Paulo Guimarães – Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre: “Este trabalho que está completando 18 anos hoje! Em Porto Alegre tudo é diferente Prefeito, nosso pioneirismo é diferente, já em 1995 tivemos a primeira Conferência e o nosso Plano começou a nascer lá! Este Plano, temos certeza, foi construído junto, temos de deixar bem claro, sociedade e governo! Juntos, Conselho, Sociedade e Secretaria, ele representa tudo aquilo que os Porto Alegrenses desejam! Não tem uma cidade do Brasil que tenha tanta Conferência quanto a nossa! Não tem um Plano que tenha sido tão trabalhado como o nosso, por que no decorrer destes 18 anos ele foi sendo trabalhado, aperfeiçoado, Conferência após Conferência, Pré-Conferência, Fórum, Reuniões Setoriais de Segmentos, para chegar a nona Conferência, onde passou novamente, todo este trabalho, por um crivo completo, com sete Audiências Públicas, onde foi em sete grandes grupos, totalmente trabalhado. Ficou também, um mês em Consulta Pública na Internet. Recebeu nestes dois anos, inúmeras colaborações, de Comissões de Cultura, Segmentos, Fóruns, então nós podemos dizer que esta expectativa que o Rio Grande tem e que o Brasil tem, nós podemos ter certeza que vamos gerar referência e está sendo aguardado pois foi feito da maneira mais democrática possível!”

DSC05580
Sra. Margarete Moraes – Representando o Ministério da Cultura – Ex-Secretária de Cultura de Porto Alegre – “Quero primeiramente cumprimentar o Prefeito de Porto Alegre e dizer que trago também o abraço da Presidenta Dilma Rousseff. Também quero cumprimentar ao Delegado Cleiton, Vereador, dizer que é muito importante para uma democracia que o Legislativo participe das ações, que acompanha a cultura, no sentido de respeitar ouvindo certamente o Conselho. Cumprimentar o Paulo Guimarães, Presidente do Conselho e os Funcionários da Secretaria Municipal de Cultura. Eu assisti uma reunião do Conselho, tem muita concordância, discordância e as vezes se fala alto, mas é um Conselho que funciona, é um Conselho vivo, por que é importante que as pessoas discordem e outras concordem, mas chegaram a um consenso que gerou este momento histórico que estamos vivendo, um alinhamento estratégico por dez anos que vai estabelecer uma política de destaque da Cultura, com diretrizes e também com ações! Eu acho que esta cidade está de parabéns, está voltando a ser a Capital da Cultura!”

DSC05575
Sr. José Fortunati – Prefeito de Porto Alegre – “Nós estaremos recebendo o Plano formalmente, daqui a alguns momentos das mãos de todo o Conselho, mas a gente tem mais uma etapa, uma etapa importante, fundamental, que é uma etapa institucional. Nós trabalharemos no texto rapidamente, para que a gente possa encaminhar o Plano para a Câmara Municipal de Vereadores. Estamos aqui com dois dignos representantes da Câmara de Vereadores, Delegado Cleiton e Reginaldo Pujol. O próximo passo será o envio deste material, no formato de Projeto de Lei, a Câmara Municipal de Vereadores! Tenho certeza absoluta, por conhecer a nossa Câmara, de que este debate se dará nesta parceria maravilhosa com o nosso Conselho Municipal de Cultura, de forma aberta e propositiva, buscando a sua oportunização. São dezoito anos, então é algo fantástico, realmente eu desconheço, até pode existir alguma outra cidade que tenha uma ação parecida, mas como a nossa, isto é uma clara demonstração da participação popular, democrática, através das suas instâncias, de forma aberta e de forma propositiva, nesta cidade que a muitos anos a gente respira democracia participativa. A democracia se faz com regras, por que o Estado democrático de Direito ele impõe regras, não de forma autoritária, mas exatamente para que a gente possa, em sociedade, tomar as melhores decisões! Quanto mais, e esta história vem de muito tempo, Conselhos Populares, com Alceu Collares, Orçamento Participativo, com Olívio Dutra, Governança Solidária, com o José Fogaça, a cada momento, cada vez mais nós estamos consolidando um modelo que permite que a sociedade de forma autônoma, sem qualquer subserviência ou cabresto por parte do Poder Executivo, mas, emparelhado com o Poder Executivo, que a gente tome as melhores soluções e medidas, proposições, para o dia a dia da nossa sociedade. Eu não tenho dúvida que a área Cultural de Porto Alegre é modelo para o país, nós sabemos disto a muitos anos, só que isto nós damos um salto de qualidade por que o Plano aponta diretrizes muito claras, estabelece metas, é uma provocação sadia, colocada no papel, daquilo que todos nós queremos, qualificando cada vez mais a sua área cultural!”
DSC05585 DSC05586 DSC05587

Coletiva Final:
JCV & JM-RS – Paulo Guimarães, Presidente do Conselho Municipal de Cultura. Nós gravamos todo o evento, temos todas as informações. Tem alguma coisa mais que o Sr. gostaria de comunicar ao povo Porto Alegrense, pela conquista? Meus parabéns!
Paulo Guimarães – Primeiramente, a felicidade de estar junto com todos vocês aqui, neste momento ímpar! Que é um momento único! Histórico! Principalmente para nós, lutadores pela Cultura, é de muita emoção, por que foi uma conquista. Este Plano, como bem vocês ouviram, não foi feito de um dia para outro, 18 anos sendo trabalhado! Nós Porto Alegrenses podemos nos orgulhar e dizer, este Plano foi paulatinamente, ano a ano sendo construído, com toda a participação popular e Porto Alegre, no seu pioneirismo, pode ter certeza, não tem outra cidade igual. E é um Plano, agora vou dar alguns detalhes, agora que a gente está mais tranqüilo, um Plano que contempla, toda a diversidade de Porto Alegre, contempla a transversalidade entre os vários segmentos, contempla temas importantes e que estão sempre na mídia. Vou citar alguns importantes, por exemplo, questões do Araújo Viana, Cine Capitólio, Porto Seco, Casa de Cultura, Centros Culturais, para todas as regiões da cidade, aumento de orçamento.
(Rede Piratini – TVE) Quanto por cento?
Paulo Guimarães – A sociedade pede 2%, mas, como sabemos da dificuldade, por que a cultura ainda não teve o devido reconhecimento, com este Plano, Porto Alegre está com as bases e as metas para que a cultura, a partir de agora, seja reconhecida como muitas cidades, como eixo principal do desenvolvimento sustentável, junto com o social, o ambiental e o econômico. Então, já existe este consenso no mundo, que o desenvolvimento sustentável tem que ser feito a partir da cultura. E neste Plano, esta que eu falei agora é a primeira diretriz, é a diretriz mãe, que a cultura seja um dos eixos do desenvolvimento sustentável, junto com o econômico, o social e o ambiental. Então, com isto Porto Alegre, foi dito e a gente pode dizer de novo, está lançando algo inédito, comparando com as outras cidades, por esta trajetória, por este pioneirismo que Porto Alegre teve, a maneira como foi construída, a mais democrática possível, ele não foi feito de um dia para o outro e, dificilmente algo que a sociedade de Porto Alegre demanda, pede não vai estar no nosso Plano. É difícil! Começou em torno de mais de 1.200 ações e hoje ele foi fechado em 361 ações, 49 metas, então, um Plano substancioso, um Plano que nós que participamos de vários segmentos, de Cursos, de Simpósios, de Conferências, está sendo aguardado, pelo Rio Grande inteiro.
JCV & JM-RS – Vai ter uma versão digital para ficar a disposição na internet?
Paulo Guimarães – A partir de hoje, quando eu chegar em casa, nós já vamos disponibilizar para todo o Rio Grande, por que ele esta sendo aguardado com muita expectativa! Nós colocaremos no Site, no Blog do Conselho: www.cmcpoa.blogspot.com (O texto está no link: “Texto Final Plano”, do dia 21 de Outubro de 2013, em Word 97 – 2003.), vai estar disponível para Download, por que esta expectativa para todo o Rio Grande e ele servirá não só de modelo, Porto Alegre já é referência, vai servir de modelo para todo o Brasil! Então a gente não poderia deixar de estar muito feliz, junto com vocês, neste momento tão importante!
JCV & JM-RS – Meus parabéns!
Paulo Guimarães – Obrigado!
DSC05593

(JCV) – Jornal Correio de Viamão & (JM-RS) – Jornal Metropolitano Rio Grande do Sul – Antonio Roberto Vigne – Cientista Político e Colunista Político.
Fotos: Arquivo pessoal do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre e Antonio Roberto Vigne.